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Split do turnover: como “quebrar” os desligamentos em ciclos e atacar o ponto certo

  • By aliny
  • 17/03/2026
  • 34 Views

Tem um erro que eu vejo o tempo todo em empresa que sofre com rotatividade: tratar todo desligamento como se fosse o mesmo problema.

Aí o dono olha o número do mês, suspira, e decide no impulso:

  • “vamos aumentar salário”
  • “troca o líder”
  • “contrata mais rápido”
  • “faz um treinamento”

Funciona por um tempo… e volta.
Porque você tentou resolver tudo com um remédio só.

O split do turnover existe pra impedir exatamente isso.


O que é “split do turnover”

É só uma coisa: quebrar os desligamentos por tempo de casa.

Em vez de olhar “quantos saíram”, você passa a olhar:

  • quando saíram
  • de onde saíram
  • sob qual liderança saíram
  • fazendo qual função saíram

Quando você enxerga o “quando”, você descobre a causa mais provável. E aí, finalmente, você ataca o ponto certo.

Na prática, a divisão por ciclos que mais clareia o jogo é:

  • até 90 dias
  • até 180 dias
  • até 270 dias
  • até 360 dias

(Isso é uma parte central da metodologia da Jornada de Redução de Turnover que a gente aplica na GUV.)


Por que isso muda tudo

Porque o turnover não tem uma única causa. Ele tem famílias de causa.

E o tempo de casa te diz qual família está operando.

Ciclo 1 – Até 90 dias: “entrada ruim”

Se muita gente sai cedo, normalmente não é “falta de comprometimento”. É:

  • vaga mal definida
  • promessa bonita demais na contratação
  • triagem fraca (perfil não aguenta o ritmo)
  • onboarding largado (“se vira”)
  • cobrança sem direção (“só correção”)

Ou seja: você está pagando para contratar e treinar… para perder antes do retorno aparecer.

Ações que resolvem (as mais eficazes):

  • briefing de vaga mais honesto e específico
  • seleção que testa aderência ao ritmo e à cultura
  • roteiro de onboarding (7–14 dias)
  • mentor nos primeiros dias
  • checkpoints 15/30/60/90
  • definição de “entrega boa” (SLA do que é esperado)

Ciclo 2 – 90 a 180 dias: “o trabalho pesa”

Aqui a pessoa já entendeu o básico, mas começa a sentir o custo do sistema.

Causas comuns:

  • processo bagunçado (retrabalho e urgência todo dia)
  • prioridade muda toda hora
  • conflitos entre áreas
  • falta de feedback e alinhamento
  • liderança instável (“cada dia é um jeito”)

Tradução: o colaborador até queria ficar, mas conclui que vai se desgastar demais.

Ações que resolvem:

  • mapear processo “como é” (as is) e cortar retrabalho
  • rotina semanal de alinhamento de prioridades
  • padrão de cobrança (orientação vs correção)
  • SLA de entregáveis por função

Ciclo 3 – 180 a 270 dias: “sem futuro”

Aqui não é mais adaptação. É perspectiva.

Causas comuns:

  • não existe trilha de crescimento (ou ninguém acredita nela)
  • reconhecimento é inconsistente
  • salário vira gatilho porque não há evolução clara
  • o líder não desenvolve, só exige

Ou seja: a pessoa entrega, mas não vê caminho. E quem não vê caminho, aceita a primeira proposta razoável.

Ações que resolvem:

  • critérios claros de evolução (o que faz subir?)
  • feedback estruturado por ciclo
  • plano simples de desenvolvimento (não precisa ser complexo)
  • ajuste de remuneração com base em função e mercado (sem achismo)

Ciclo 4 – 270 a 360 dias: “desgaste ou desalinhamento”

Quando a saída acontece perto de um ano, normalmente tem duas explicações:

  1. desgaste acumulado (carga, processo, conflitos)
  2. desalinhamento cultural/gestão (o discurso e a prática não batem)

Ou seja: a pessoa tentou, insistiu, e cansou.

Ações que resolvem:

  • diagnóstico por área e por gestor (onde está o padrão?)
  • ajuste de rotinas, prioridades e carga
  • treinamento/mentoria de liderança
  • pesquisa de desligamento com a pergunta certa (não só checklist)

O jeito mais simples de começar (hoje)

Se você quiser fazer isso sem burocracia, faça assim:

  1. Pegue os desligamentos dos últimos 6–12 meses
  2. Coloque em uma planilha com 5 colunas:
    • área
    • cargo
    • gestor direto
    • tempo de casa (em dias)
    • motivo (o declarado)
  3. Marque com cores os ciclos:
    • até 90
    • 91–180
    • 181–270
    • 271–360

Você vai ver um desenho. E esse desenho normalmente aponta para um dos três problemas:

  • entrada fraca
  • gestão/rotina confusa
  • falta de perspectiva e justiça

Aí a pergunta muda de “por que todo mundo sai?” para:

“Qual ciclo está mais caro pra mim hoje – e o que eu ajusto primeiro?”

Isso é gestão. O resto é torcida.


Se você quer que a gente aplique esse split com você e transforme isso em um plano prático de redução de turnover, chama a GUV no WhatsApp: (41) 9131-1556.

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